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Bate papo sobre adoção com alunos do Colégio Neusa Rocha
Bate papo sobre adoção com alunos do Colégio Neusa Rocha

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Poder contribuir um pouquinho com a formação das crianças tem sido um grande prazer que o livro “O menino que morava na nuvem” tem me proporcionado. Nos dias 8 e 9 de maio, participei de um encontro com alunos de 7 anos de idade do Colégio Neusa Rocha, na Pampulha, em Belo Horizonte.  Ao conversarmos sobre a elaboração do livro, sobre adoção e sobre amor, o bate papo com os pequenos me mostrou a necessidade de o tema adoção ser constantemente levado às escolas.

Em meio a elogios, perguntas desconcertantes, colocações curiosas, o encontro, por vezes, se revelou uma verdadeira terapia: por que você quis ter um filho? Você vai adotar outra criança? Por que não adota uma menina? Hoje você tem tempo para cuidar do seu filho?

Mas um comentário de uma menina realmente me emocionou: “muitas vezes, quando o papai e a mamãe não amam uma criança, eles dão ela para adoção”… Nó na garganta. Lágrimas insistiam em rolar, voz embargada. Respirei fundo e busquei ser o mais amável possível, já que, na turma, havia duas crianças adotadas… Como será que esses dois pequenos recebem um comentário desses?

– “É justamente o contrário”, comentei. Porque o papai e a mamãe amam tanto aquela criança e querem o melhor pra ela é que entregam para adoção. Por não terem condições de criá-la, por não terem condições de dar comida, roupa, escola, enfim, por vários motivos, é que a adoção acaba sendo o caminho escolhido. E a adoção, com certeza, é uma escolha de amor.

Espero, com o bate-papo, ter transmitido valores, como respeito, amor e gratidão. Para encerrar com chave de ouro, um garotinho levanta o braço e confessa que “chorou muito no final do livro”. “Eu gostei tanto, mais tanto do seu livro, que no final até chorei”….

Ahhh quanta lindeza em uma declaração!

– Sinal de que você entendeu perfeitamente o sentido do livro -, digo pra ele, com a sensação de que a semente tem sido germinada e aflorado em “gigantescos coraçõezinhos”…

Que venham mais encontros frutíferos como esse!